As abominações eram originalmente uma forma avançada e cruel de punição, concebida de improviso pelo Soberano.
No fundo de uma Abominação encontra-se o corpo de um exilado que traiu sua confiança ou violou a mais sagrada das leis de Spire.
Os sobreviventes falam de um gemido agudo, quase audível, que impregna suas memórias, um som mais profundo do que os gritos de seus companheiros caídos em combate.
É o único som que uma Abominação pode emitir, o único som que ela tem permissão para emitir: um uivo agudo para expressar a profundidade de sua miséria e tormento.
Os procedimentos cerebrais invasivos alteram a função cognitiva dos condenados, pois tratamentos químicos e hormonais são aplicados para fazê-los perder o controle de seus dons que os ligam à vida e prendê-los à força a um organismo inferior.
A fisiologia hierárquica instintiva da humilde formiga a tornava, de alguma forma, mais sensível às ordens feromônicas, forçando o corpo a responder às ordens enquanto permitia que a psique comprometida, presa na fusão infernal, tivesse controle suficiente para gemer sua angústia enquanto executava a vontade de seus carrascos.